domingo, 2 de setembro de 2012

Deep In My Heart - Cap 4/ Mistérios


Tudo o que preciso é de você ao meu lado, tudo o que eu quero fazer é dançar sob a lua. - JDB


*Comentem por favor, é importante pra mim*


Anteriormente: E você é...? - perguntei se referindo ao seu nome.
Filha dele. - disse com ironia.
Quero dizer, como é seu nome?
É Maryna, Maryna Blunt!

Sem dar mais nenhuma palavra, ela montou na bicicleta e cruzou o portão da entrada. Antes de se perder no jardim, virou-se pra trás. Aqueles olhos estavam rindo da minha cara ás gargalhadas. Suspirei e fui atrás dela. O gato olhava pra mim com um desprezo habitual. Desejei ser um dobermann.
Ela parou a bicicleta na frente da casa e tirou uma garrafa de leite da sacola e se ajoelhou para encher uma tigela que estava no chão. O gato correu para comer o seu café da manha.

 Pensei que seu gato só comesse passarinhos indefesos. – falei.
Não, ele só caça. Não come. É uma questão territorial. – explicou como se estivesse falando com uma criança. – Ele gosta é de leite. Não é verdade, Kafka, que você gosta de leite?

O kafkiano felino lambeu as patas em sinal afirmativo. Maryna sorriu calorosamente, enquanto acariciava o dorso do animal. E....nossa a posição que ela estava, já estava me excitando. Nesse instante ela se virou e me pegou olhando pra ela e lambendo os lábios.

E você? Já tomou seu café da manha? – perguntou.
Neguei com a cabeça.
Então deve estar com fome. Todos os bobos tem fome! – disse -  Venha, entre e coma alguma coisa.

(.....)

A cozinha era bem grande. Os pãezinhos de queijo que ela trazia da padaria Foix, foram a minha refeição. Trouxe também suco e sentou-se a minha frente enquanto eu devorava aqueles pãezinhos deliciosos. Ela só olhava pra mim, nem tocou na comida.

Já tinha visto você por ai algumas vezes – comentou sem tirar os olhos de cima de mim. – Você e outros garotos estranhos. Costumam passar por aqui quando o internato-facul dá uma folga. Ás vezes você vem sozinho, cantarolando distraído......

Estava prestes a dar uma resposta improvisada, quando percebi alguns passos ate a cozinha, talvez fosse o tal Steve. Eu fiquei imóvel, com a boca cheia de pão de queijo e o coração batendo forte.

Temos visita – anunciou ela, divertida. – Pai, esse é Justin Bieber, contumaz ladrão de relógios. Justin, esse é Steve, meu pai.

Engoli de uma vez só e me virei lentamente. Um homem alto se pos a minha frente, vestia um terno. Com um cabelo preto, e sem bigodes. Parecia um homem de negócios. Steve....

Não sou ladrão, senhor.....- articulei nervosamente. – Tudo isso tem explicação. Se me atrevi a penetrar em sua casa foi porque pensei que estava desabitada. Não sei o que me deu, ouvi aquela musica. Entrei e vi o relógio, não pretendia pegá-lo, juro, mas me assustei e quando percebi já estava bem longe daqui. Quer dizer, não sei se expliquei direito.....

Maryna sorria maliciosamente. Os olhos de Steve pousaram nos meus. Remexi o bolso e estendi o relógio para ele, esperando que a qualquer momento aquele homem começasse a berrar e chamar a policia, a guarda civil ou o tribunal titular da infância e juventude.

Acredito em você. – disse ele delicadamente, aceitando o relógio e sentando-se á mesa conosco.

Maryna começou a arrumar um prato para ele com dois pãezinhos de queijo e uma xícara de café com leite. E eu que imaginei Steve como um ogro, não era pra tanto. Maryna pos seu café e ele sorriu pra ela. Percebi que entre pai e filha circulava uma corrente de afeto que ia muito alem das palavras e dos gestos.

(.....)

Steve terminou sua refeição e agradeceu por eu ter levado seu relógio de volta.

Bem, Justin – disse com voz cansada - , foi um prazer conhecê-lo. Espero revê-lo por aqui outras vezes, quando quiser nos dar um prazer de uma visita.

Não entendia por que insistia em me tratar com cerimônia. Apertou minha mão e despediu-se. 

Gostaria de comer mais alguma coisa?- perguntou Maryna.
Está ficando tarde, creio que é melhor ir embora. – disse.

Ela aceitou e me acompanhou ate a entrada. Ao chegar ao portão, ficamos nós olhando em silencio. Ela ofereceu a mão e eu a apertei.

Obrigada por tudo. – disse.
Não foi nada. – ela disse e sorriu.

Sai andando e de repente ouvi sua voz me chamar.
Justin! – gritou. – por que entrou na nossa casa na outra noite?

Olhei ao redor como se esperasse encontrar a resposta escrita no chão.

Não sei – admiti finalmente. – O mistério, creio....
Ela sorriu.
Você gosta de mistérios? – perguntou ela.

CONTINUA...
O que vocês estão achando?
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By: Vitória
BiebsKisses


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